Internacionalização

Diz a Lei nº 13.005/2014, Anexo 14.9:

Consolidar programas, projetos e ações que objetivem a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação brasileira, incentivando a atuação em rede e fortalecimento de grupos de pesquisa.

Segundo o Site Observatório do PNE:

O país possui tradição de convênios e acordos de cooperação internacional para pesquisa, fomentados por agências oficiais, como Capes, CNPq e outras, além dos acordos firmados diretamente entre instituições universitárias. Dentre os mais antigos estão o Acordo Capes/Cofecub, de cooperação com instituições francesas, e o Acordo Capes/DAAD, com instituições alemãs. Mais recentemente, desenvolve-se o programa Ciência sem Fronteiras, que se associa a essa estratégia.

(Levantamento realizado pelo consultor Ricardo Martins, em 2015, sob encomenda do OPNE. O texto apresentado é um retrato da situação da estratégia até 2015, suas perspectivas de desenvolvimento e pequenas observações sobre indicadores e status de implementação. Considerando que todos os programas federais mencionados já existiam antes mesmo da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), e que a grande maioria não possui avaliação dos resultados, não é possível afirmar que esses programas de fato atendem e cumprem a estratégia com a qual se relaciona).

(http://www.observatoriodopne.org.br/metas-pne/14-pos-graduacao/estrategias/14-9-internacionalizacao-da-pesquisa)

O que introduzo aqui neste breve enunciado, é que a Constituição Federal declara no Artigo 209 que o ensino superior está franqueado à iniciativa privada, portanto, compete à cada empresa privada, mandante da IES-Privada, conquistar o previsto neste item do PNE.

Mas, é importante entender que a meta 14 do PNE inteira, tem outros aspectos fundamentais; eis aqui a listagem integral:

(14.1) expandir o financiamento da pós-graduação stricto sensu por meio das agências oficiais de fomento;

(14.2) estimular a integração e a atuação articulada entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES e as agências estaduais de fomento à pesquisa;

(14.3) expandir o financiamento estudantil por meio do Fies à pós-graduação stricto sensu;

(14.4) expandir a oferta de cursos de pós-graduação stricto sensu, utilizando inclusive metodologias, recursos e tecnologias de educação a distância;

(14.5) implementar ações para reduzir as desigualdades étnico-raciais e regionais e para favorecer o acesso das populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas a programas de mestrado e doutorado;

(14.6) ampliar a oferta de programas de pós-graduação stricto sensu, especialmente os de doutorado, nos campi novos abertos em decorrência dos programas de expansão e interiorização das instituições superiores públicas;

(14.7) manter e expandir programa de acervo digital de referências bibliográficas para os cursos de pós-graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência;

(14.8) estimular a participação das mulheres nos cursos de pós-graduação stricto sensu, em particular aqueles ligados às áreas de Engenharia, Matemática, Física, Química, Informática e outros no campo das ciências;

(14.9) consolidar programas, projetos e ações que objetivem a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação brasileiras, incentivando a atuação em rede e o fortalecimento de grupos de pesquisa;

(14.10) promover o intercâmbio científico e tecnológico, nacional e internacional, entre as instituições de ensino, pesquisa e extensão;

(14.11) ampliar o investimento em pesquisas com foco em desenvolvimento e estímulo à inovação, bem como incrementar a formação de recursos humanos para a inovação, de modo a buscar o aumento da competitividade das empresas de base tecnológica;

(14.12) ampliar o investimento na formação de doutores de modo a atingir a proporção de 4 (quatro) doutores por 1.000 (mil) habitantes;

(14.13) aumentar qualitativa e quantitativamente o desempenho científico e tecnológico do País e a competitividade internacional da pesquisa brasileira, ampliando a cooperação científica com empresas, Instituições de Educação Superior – IES e demais Instituições Científicas e Tecnológicas – ICTs;

(14.14) estimular a pesquisa científica e de inovação e promover a formação de recursos humanos que valorize a diversidade regional e a biodiversidade da região amazônica e do cerrado, bem como a gestão de recursos hídricos no semiárido para mitigação dos efeitos da seca e geração de emprego e renda na região;

(14.15) estimular a pesquisa aplicada, no âmbito das IES e das ICTs, de modo a incrementar a inovação e a produção e registro de patentes.

Todas estas estratégias que alinham o objetivo maior de se ter no Brasil o seguinte:

Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação strictu sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 25.000 (vinte e cinco mil) doutores. (Meta 14 do PNE).

Ora, compete a cada IES-privada trabalhar para elevar seus Professores ao grau máximo do doutorado. Isto pode ser feito através de Mestrado e Doutorado, legítimo no estrangeiro, inclusive no modo EAD (Ensino a Distância).

Existe a Plataforma Carolina Bori para orientar esta pauta e nossa Consultoria está à disposição do mercado, onde se fizer necessária nossa instrução e sugestão de projetos.

Isto sem falar na Meta 18 – que prioriza a formação dos profissionais de educação em diversos setores e níveis!

Há muito para trabalharmos neste setor e muitas oportunidades de negócio no mercado.